Por Equipe Terraz

 

No dia 17 de novembro, celebramos o Dia da Criatividade, data em que se comemora a capacidade de imaginação, esta aptidão especial para inventar, conceber ou fabricar coisas e elaborar perguntas, procurando sempre soluções inovadoras. Pois criatividade é o que não falta em Florianópolis: seja na culinária, na arte, na moda, no entretenimento, nos esportes, na cultura ou na tecnologia, a capital de Santa Catarina coleciona demonstrações de engenhosidade e investimento em criação. Por exemplo, você sabia que a cidade concentra o maior percentual de startups do Brasil, ultrapassando até mesmo São Paulo, se levarmos em conta o número de habitantes? E que, em 2019, foi agraciada com o título de capital com o maior potencial de desenvolvimento de novos negócios dentro da economia criativa? Pois é! Conheça um pouco mais sobre a vida criativa de Florianópolis a seguir!

Quando pensamos em Floripa, pensamos imediatamente nas praias, no mar e… na comida! Todo bom turista se rende ao sabor de uma tainha, de uma anchova, de um manezinho ou dos outros peixes da região, para não falar dos camarões, siris, mariscos e berbigões e da especialidade dos catarinenses: as ostras. Os frutos do mar de qualidade são muitos, e mesmo pratos importados, como o sushi e o ceviche, ganham sua versão abrasileirada de alta categoria graças ao sabor de um robalo ou de um linguado bem temperado com limão e sal. Não é de surpreender, portanto, que Florianópolis seja a primeira cidade brasileira a integrar o seleto grupo da Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO, que reconhece e apoia a criatividade como estratégia impulsionadora do desenvolvimento sustentável por meio de parcerias internacionais. Mais um título a acrescentar no currículo – desta vez, o de “Cidade Criativa na área de Gastronomia”, concedido pela UNESCO em 2014. 

Mas nem só de culinária se vive, e Florianópolis sabe disso muito bem: ao investir em empreendedorismo e inovação, a cidade viu seu capital tecnológico crescer 50% nos últimos cinco anos. A expansão foi tamanha que, hoje em dia, a indústria da tecnologia já supera a do turismo na região. Essa profusão de novos negócios e empresas no setor não ocorreu, porém, do dia para a noite: é resultado de trinta anos de trabalho e incentivo, desde quando, nos anos 1980, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) criou o primeiro centro tecnológico da ilha. A partir de então, o potencial de crescimento só tem aumentado – e cada vez mais rápido. Para Daniel Leipnitz, presidente da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (ACATE), esse cenário privilegiado se dá pelo compromisso da sociedade como um todo de procurar alternativas para uma melhor qualidade de vida, produzindo mais com menos e privilegiando o interesse e a curiosidade à manutenção de velhas hierarquias profissionais. Leipnitz assinala, ainda, que o segmento é heterogêneo e precisa de todo tipo de profissional, o que contribui para que mulheres, estudantes, pessoas negras e profissionais da terceira idade permaneçam em Floripa e encontrem oportunidades de emprego, colaborando para a construção de um espaço de diversidade e garantindo, assim, o desenvolvimento criativo da área. 

É importante dizer que, em função dos seus progressos enquanto polo tecnológico, Florianópolis foi apelidada “Ilha do Silício”, em referência ao Vale do Silício dos EUA, maior conglomerado de corporações da indústria técnica e informática e berço de empresas como Apple, Microsoft e Google. A designação é título de uma série do Jornal do Almoço, difundida em julho do ano passado, sobre a indústria da tecnologia da informação na capital do estado: “Floripa: Ilha do Silício” ressalta o alto rendimento do setor de tecnologia, que oferece em torno de duas mil vagas nas mais diferentes atuações. Ao destacar a participação de estudantes com ideias inovadoras no ecossistema empresarial, a criação de startups locais que revolucionaram o mercado (uma das quais já é utilizada por agentes de saúde em dez estados do país) e a produtividade das parcerias entre universidades e centros tecnológicos na formação da nova geração de empreendedores, a série deixa evidente por que Florianópolis está atraindo investidores de vários lugares do Brasil. Dentro desse ecossistema de startups inovadoras de Floripa, pode-se destacar algumas membras da ACATE e vinculadas ao Grupo Brognoli como a Refera (App de gestão de manutenção imobiliária), Ayla (Tecnologia que busca o “match” de imóveis e locatários), Woliver (Tecnologia para tornar digital o processo de locação), Hauseful (Serviço de vistoria, fotografias e visitas de imóveis) e a Terraz – plataforma e serviços 100% online focados em inside sales para o mercado de locação de imóveis.

A esfera da cultura não fica muito atrás, dispondo de uma série de planos de fomento e estímulo à criação. Um bom exemplo é o projeto Street Art Tour, cujo objetivo é reforçar a importância e a relevância da linguagem artística como expressão cultural e identitária, dando visibilidade aos vários grafittis e murais que embelezam a capital catarinense. Através da comunhão entre artistas, poder público e iniciativa privada, o programa valoriza e difunde a arte urbana de Florianópolis, facilitando sua produção e manutenção. A Brognoli é parceira do Street Art Tour através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, em que empresas são estimuladas a utilizarem seus impostos para promover um projeto cultural na cidade. Nada mais justo do que uma imobiliária que se preocupa em melhorar as condições do espaço urbano, não é mesmo? A Terraz também acredita que a cultura nos coloca em movimento, impulsionando o compartilhamento de ideias e o diálogo entre pessoas, além de construir, através da integração, da participação democrática/ativa e da defesa da memória, esta sensação de pertencimento que caracteriza o habitar uma cidade. 

Feliz dia da criatividade, Floripa!