Já há algum tempo, a família vai muito além do modelo tradicional que algumas instituições consideram como padrão, constituída por pai, mãe e filho(s). Uma infinidade de “novas” configurações familiares coexistem e adquirem cada vez maior visibilidade e representatividade em nossa sociedade. De famílias monoparentais a casais do mesmo sexo, passando por avós convivendo com netos ou casais que têm filho(s) de relações anteriores. A família é, hoje, um símbolo diverso de pessoas que convivem muito mais por laços afetivos mantidos por escolhas do que por uma obrigação de estar e permanecer juntas.

As transformações na família: múltiplas configurações

No Brasil, quase metade dos lares são chefiados e sustentados por mulheres e um a cada três casamentos termina em divórcio, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Enquanto os registros de casamentos no geral registram queda, as uniões civis de pessoas do mesmo sexo têm apresentado alta. Além disso, a taxa de fecundidade caiu de 6,3 filhos por mulher na década de 1960 para 1,7 em 2010 e mais de 5,5 milhões de crianças brasileiras não têm o registro do nome do pai na certidão de nascimento, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça.

A urbanização, a conquista de direitos e a mudança dos papéis sociais da mulher e do homem são alguns dos fatores responsáveis por essas transformações que dão uma nova cara para a família brasileira. Com essas mudanças, mudam também as necessidades de consumo e moradia. Hoje, as famílias não têm a mesma necessidade espacial que havia na década de 1960, e outros fatores como segurança, trânsito e qualidade de vida passaram a ser considerados na hora de decidir onde morar.

Se você está pensando em se mudar e gostaria de algumas dicas práticas do que levar em consideração ao encontrar um imóvel para você e sua família, confira aqui cinco pontos para facilitar a sua decisão.

1. Entenda as principais necessidades e a rotina de sua família

O dia a dia de um casal sem filhos é muito diferente daquele que têm crianças ou ainda de famílias com múltiplas gerações convivendo sob o mesmo teto. Por isso, é fundamental pensar a configuração da família e qual o estilo de vida e as necessidades de cada um dos membros na hora de decidir alugar ou comprar um imóvel. Se for um jovem casal sem filhos ou com apenas um filho, por exemplo, é importante pensar tanto no presente quanto nos desejos para os próximos anos, como a chegada de um novo membro, a adoção de um pet ou ainda a mudança de trabalho de um dos membros do casal.

Para pessoas mais velhas, é válido pensar no aumento da expectativa de vida e nas condições de saúde dos membros da família, refletir se existe a possibilidade de pessoas idosas virem a morar junto ou dos filhos saírem de casa. A percepção sobre os próprios hábitos e necessidades pessoais – como por exemplo o contato com a natureza, esportes ao ar livre ou uma noite de sono tranquila – também são fatores que devem entrar nesse cálculo.

2. Defina o tamanho do imóvel ideal para sua família

Após entender o estilo de vida e as necessidades de sua família, é hora de definir o tamanho do imóvel. Se você for recém casado ou mãe ou pai solo, talvez não seja tão relevante buscar um imóvel grande, mas ter dois banheiros é uma facilidade para o dia a dia. É interessante ainda considerar a necessidade de um quarto extra para ser usado como escritório – principalmente em tempos de pandemia – ou no caso de a família vir a crescer.

Em geral, imóveis a partir de 60m² podem dar conta das necessidades de um jovem casal, mas isso vai depender da disposição espacial, das expectativas e do tempo que os dois passam em casa. Caso ambos trabalhem em home office, é interessante buscar espaços mais amplos.

Crianças e adolescentes precisam de espaço para brincar e estudar, por isso também recomenda-se a busca por cômodos mais amplos e uma boa divisão do espaço. As melhores opções são os imóveis de dois ou três dormitórios, a partir de 70m² e 80m² respectivamente.

3. Avalie localização e região

Se a sua família tem o hábito de frequentar restaurantes, bares, cinemas e outros pontos comerciais, é importante pensar se a região em que o imóvel está localizado contempla esse tipo de recurso ou têm fácil acesso a eles. Os tipos de locomoção e transporte utilizados pelos diferentes membros da família – carro, transporte público, bicicleta ou a pé – também devem ser ponderados.

Se você tiver filhos em idade escolar, é relevante pensar na localização do imóvel e o perfil do bairro ou região, se ela conta com escolas, universidades, transporte público e fácil acesso aos serviços que seus filhos utilizam. Bairros que dispõem de clínicas, hospitais e mercados podem facilitar muito o dia a dia familiar e evitar um tempo perdido no trânsito. A presença de praças ou parques próximos pode ter uma influência decisiva na qualidade de vida de sua família, assim como a proximidade ou o fácil acesso à praia.

Para pessoas idosas, o fator segurança é muito relevante, assim como a acessibilidade. Evitar regiões desertas e com ruas muito íngremes é o mais indicado para famílias com idosos em idade já avançada e com pessoas com alguma deficiência física. A presença de padarias, mercados, feiras e farmácias próximas pode ser algo importante na hora de encontrar um bairro.

4. Analise a infraestrutura que o condomínio oferece

Famílias com crianças costumam usufruir de condomínios com piscina, playground, quadras poliesportivas e parquinho. Quanto maior a área de lazer, mais diversão para as crianças e segurança para os pais. Em um contexto de pandemia, ter esse espaço além do doméstico se torna algo importante tanto para os pequenos quanto para os pais.

Jovens casais também podem fazer uso de salão de festa, cozinhas gourmet ou espaço churrasco para receber os amigos, principalmente se o imóvel não for muito espaçoso. Mas caso essa não seja uma necessidade de sua família, talvez não valha a pena se mudar para um imóvel com esses recursos, pois eles acabam refletindo no valor das taxas condominiais.

Famílias com idosos e pessoas com deficiência motora devem optar por imóveis com elevador e rampa. A presença de portaria também pode facilitar no dia a dia e é um ponto a ser avaliado.

5. Considere a presença dos membros não humanos na família

Alugar imóvel que aceite animal de estimação faz parte da nossa rotina. Cerca de 94% dos brasileiros que têm algum pet consideram o animal um membro da família, segundo levantamento da ONG Proteção Animal. A presença desses membros não humanos também deve ser levada em conta na hora de se mudar. Alguns condomínios apresentam regras mais rígidas para a presença de pets, embora isso seja cada vez mais raro.

O tamanho do imóvel também pode influenciar na qualidade de vida do seu bichinho, principalmente se ele for um cachorro de porte médio ou grande. Os gatos no geral costumam ser mais flexíveis quanto ao espaço, mas pode ser bom avaliar se o imóvel conta com dependência de serviço para atender às exigências higiênicas dos felinos, bem como a possibilidade de instalação de telas nas janelas.

Como encontrar o imóvel ideal

Após avaliar esses cinco pontos, é hora de ir atrás do seu imóvel. Pesquise e avalie e, se possível, visite os imóveis que você têm interesse em diferentes horários para conhecer melhor a dinâmica da região. Lembre-se de usar os canais digitais: plataformas online oferecem vantagens como alugar online, contrato de aluguel online, assim como visitar imóvel sem sair de casa.

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