Por Equipe Terraz

 

O endereço. Esse é um dos principais critérios na busca por um imóvel. A melhor localização varia de acordo com a rotina e as necessidades de cada pessoa, mas alguns fatores devem sempre ser considerados como segurança, vizinhança, opções e proximidade de serviços e comércio, trânsito, entre outros.

Para tornar mais fácil esta escolha resolvemos criar guias dos bairros de Florianópolis. Hoje vamos falar do primeiro deles. Além de ser uma das áreas mais importantes do município, concentrando boa parte dos serviços, comércio e eventos, o Centro é mais do que um bairro, é história, é política, é cultura, é economia, é turismo, é onde tudo começou e onde ainda boa parte de Floripa acontece!

 

Um pouco da história do Centro: de Francisco Dias Velho aos dias atuais

Francisco Dias Velho é considerado o fundador de Florianópolis em 1673. Após ultrapassar os mares e desvendar a Ilha de Santa Catarina, o bandeirante paulista desembarcou exatamente onde hoje é o Centro. Na Praça XV fundou o povoado de Nossa Senhora do Desterro.

Em 1723 o povoado foi elevado à vila. Cem anos mais tarde tornou-se cidade e, simultaneamente, foi escolhida capital da província de Santa Catarina, o que fez a região central ganhar mais investimento. Começaram então a surgir edifícios, prédios públicos, melhoria da infraestrutura do porto e de outras obras urbanas.

A capital chamou a atenção também de Dom Pedro II que em 1845 visitou o Centro, passeando pela Catedral, pelo Palácio Rosado, atualmente Palácio Cruz e Sousa, e por outros pontos importantes da região como a Praça XV com a centenária Figueira.

O que pouca gente sabe é que a icônica árvore, sempre rodeada por moradores e turistas, nem sempre esteve onde atualmente reina absoluta. A verdade sobre a origem da espécie é controversa, no entanto muitos relatos garantem que ela apareceu na cidade em 1871, em frente à Catedral e que duas décadas mais tarde foi transferida para o centro da Praça onde tornou-se um dos símbolos turísticos e folclóricos de Florianópolis. Afinal, quem não conhece a tradição de dar três voltas em torno da velha figueira para atrair sorte, riqueza e casamento?

Com o passar dos anos, além da Figueira, a Praça XV ganhou mais companhia com a construção de diversos prédios históricos como a antiga Casa de Câmara e Cadeia onde ficava o legislativo municipal (edificação recentemente restaurada que agora chama-se Museu da Cidade), a Assembleia Legislativa e até o Palácio Santa Catarina, onde trabalhava o governador do Estado, até a sede ser transferida.

Surgiram ainda outros órgãos públicos e prédios que fazem com que o Centro seja o bairro que reúne o maior número de pontos turísticos, históricos e culturais, incluindo Museus como Palácio Cruz e Sousa e o Museu Vitor Meirelles, espaços como o Teatro Álvaro de Carvalho e Teatro da UBRO, pontos de encontro como o Mercado Público e o Largo da Alfândega, além de cartões postais como a Ponte Hercílio Luz.

O Centro encanta ainda pelos casarios antigos que compõem o conjunto arquitetônico luso-brasileiro do século XVII e XVIII, pelo charme das conhecidas ruas como Conselheiro Mafra, Tenente Silveira, Felipe Schmidt, avenidas Hercílio Luz e Mauro Ramos, Rio Branco, Bocaiúva e pelo mais nobre acesso da cidade, a Avenida Beira-mar Norte.

A região central concentra também grande parte de equipamentos de infraestrutura como Terminal Rodoviário Rita Maria, TICEN, Elevado Rita Maria, Passarela Nego Quirido, Túnel Antonieta de Barros, Pontes Colombo Salles e Pedro Ivo, sendo assim o ponto de chegada e de conexão entre Ilha e Continente.

O bairro mais antigo de Florianópolis foi e ainda é palco de diversos acontecimentos que marcaram a história de Florianópolis. Como a Novembrada, em 30 de novembro de 1979, movimento contra o Regime Militar que estava instaurado no país desde 1964.

A Novembrada pode ser um dos eventos mais conhecidos, no entanto, o Centro ainda é o ponto de encontro para diversas manifestações e marchas, inclusive, algumas bem animadas. Durante muitos anos as ruas no entorno da Praça XV transformavam-se em Avenida para a passagem do Carnaval e das escolas de samba. Nem mesmo a construção da Passarela Nego Quirido impediu que o Centro esteja bem no meio da folia. Ainda hoje recebe o Berbigão do Boca, que abre os festejos na capital, e o Bloco dos Sujos, realizado no sábado de Carnaval reunindo milhões de foliões.

Em toda a história de Florianópolis, o Centro é o coração da cidade. É o local onde Floripa acontece. Nasceu após a chegada do bandeirante Francisco Dias Velho. Cresceu e se desenvolveu aos pés da Catedral Metropolitana. Foi mudando e se moldando com o tempo. Quando começou a ficar pequeno recebeu novos espaços com a construção de aterros como na área onde fica a Passarela Nego Quirido e Centro de Eventos, que dá acesso às pontes, e na Avenida Beira-mar Norte.

Assim como sempre foi, o Centro ainda é onde Florianópolis pulsa. É mais do quem um bairro, é a chegada por terra de todos os que visitam a cidade, é o ponto de tantos encontros, de tantos eventos, de milhares de histórias. O Centro é o pastel de camarão e o chopp no Mercado Público, é o aconchego da Rua Vidal Ramos, é aquela compra em algumas das mais variadas lojas, é o passo apressado que vai em direção ao TICEN, é a subida na Jerônimo Coelho, a passada no Camelódromo, o exercício na Beira-mar, o vislumbre no Trapiche, a travessia na recém-aberta Hercílio Luz, é o sossego da Praça da Luz, a beleza do mirante na cabeceira da Ponte.

O Centro é o movimento, é o destino, é a semana agitada, é a correria de quem aqui mora, e a mansidão de quem está a passear. É o endereço residencial de muita gente, o local de trabalho de tantos outros, é a reunião de diversas atrações turísticas, é a foto, a lembrança saudosa de dos turistas. O Centro, de alguma forma, é também a casa da gente porque é a cara de Floripa.

Comércio, Serviços e Lazer

Esse quesito o Centro tem de sobra. Na região é possível encontrar uma infinidade de restaurantes, bares, cafés, padarias, centros comerciais, lojas de todos os gêneros, academias, farmácias, supermercados, postos de gasolina, praças, bancos, lotéricas, cartórios, biblioteca pública, hotéis, entre outros.

Além dos mais conhecidos centros comerciais como o ARS e o Ceisa Center, o Centro também é o endereço de um dos espaços mais tradicionais da cidade, o Beiramar Shopping. São 210 lojas que garantem variedade de produtos para todos os gostos e estilos.

Na área da saúde localizam-se no Centro algumas das unidades mais importantes, como o Hospital Governador Celso Ramos, Imperial Hospital de Caridade, Hospital da Polícia, Hospital e Maternidade Carlos Correa e Maternidade Carmela Dutra, além de diversas clínicas de saúde particulares e consultórios médicos e odontológicos.

A educação também está bem próxima de que mora no Centro. É no bairro que está o instituto Estadual de Educação, maior escola pública da América Latina, um dos campus do Instituto Federal de Santa Catarina, além de outras escolas públicas e privadas.

Transporte e moradia

Certamente não há lugar em Florianópolis com maior infraestrutura de mobilidade urbana do que o Centro. No bairro fica o Terminal de Integração do Centro, o TICEN, onde chegam e de onde partem a maioria das linhas de ônibus da cidade e da região da Grande Florianópolis.

Também abriga o Terminal Cidade de Florianópolis, destino e saída das linhas executivas, mais conhecidas por amarelinhos. A área é ponto de entrada e partida também de muitos dos turistas que optam pelos ônibus intermunicipais e interestaduais por meio do Terminal Rita Maria.

O trânsito na região central pode ficar complicado, especialmente, nos horários de pico e em vésperas de feriado. Mesmo com diversas ruas, avenidas, elevados, túnel, o fluxo no Centro é elevado e os motoristas, na maior parte dos dias de semana, precisam de paciência e atenção. A saída da Ilha costuma ficar intensa e o deslocamento ocorre de forma lenta. Quem reside no Centro e trabalha e estuda por perto, por exemplo, tem a opção de ir caminhando e fugir do trânsito parado.

Por estar no Centro, o acesso às diversas praias é tranquilo e bem sinalizado. O bairro está a 12km do Campeche, a 24 km de Jurerê, a 25km de Canasvieiras e a 18km da Joaquina (30 minutos).

Apesar da predominante atividade comercial, o Centro também abriga centenas de condomínios residenciais. Opções de moradia não faltam, variando de prédios antigos a recém-construídos, com imóveis enormes aos mais compactos, com preços que se encaixam em todos os bolsos, e se adequando às mais diferentes necessidades e realidades dos moradores.

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