Sejam cachorros, gatos, passarinhos ou outros pets, os animais de estimação tornaram-se mais do que os melhores amigos do homem, cada vez mais eles são parte da família e estão presentes na maioria das casas brasileiras.  

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto Pet Brasil, em 2018 foram contabilizados 54,2 milhões de cães; 39,8 milhões de aves; 23,9 milhões de gatos; 19,1 milhões de peixes e 2,3 milhões de répteis e pequenos mamíferos nos lares brasileiros. A estimativa total chegou a 139,3 milhões de animais de estimação no país

Os números significativos mostram que mais pessoas e famílias estão optando por animais de estimação como companhia. No entanto, a chegada de um integrante pet à casa deve ser realizada com planejamento e organização. 

Afinal, esse novo membro da família requer cuidados, atenção e uma série de adaptações. Confira no conteúdo a seguir!

1. Regras de vizinhança

Se você mora em casa, a introdução de um animal é mais tranquila. Como geralmente as casas têm quintais, é provável que exista espaço suficiente para a adaptação do animal. Em casas com ambiente maior também não há muito o que se preocupar com regras de convivência. 

No entanto, se você reside em prédios ou condomínios fechados com normas estabelecidas consulte o regramento para saber quais são os critérios com relação à animais de estimação. Há decisões judiciais, inclusive do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que reafirmam o direito de um morador ter um pet. A resolução estabelece que os animais são permitidos dentro das unidades habitacionais, desde que não apresentem riscos à saúde, à segurança, à higiene e ao sossego dos moradores.

Apesar de a justiça indicar que os condomínios não podem impedir os moradores de terem animais, nem mesmo de estabelecerem quais raças e portes são permitidos, cabe ao morador ter bom senso na hora de escolher o pet. Não apenas pela manutenção do bom relacionamento com a vizinhança, mas principalmente pela qualidade de vida do próprio animal de estimação.

Assim que tomar a decisão sobre adotar um pet, não custa nada comunicar a administração do condomínio sobre o novo membro da família e, se julgar interessante e tiver bom relacionamento com os vizinhos mais próximos, avise-os. Provavelmente muitos também já terão seus bichinhos de estimação e vão compreender as adaptações necessárias.

2. Porte versus ambiente

Antes de mais nada, respeite o animal. Bichos maiores como cachorros de porte médio e grande precisam de mais espaço para correr, brincar, gastar energia. Ambientes mais compactos vão deixar o pet estressado e a relação entre vocês pode ficar bastante complicada.

Para apartamentos, por exemplo, o ideal são animais menores e de raças mais tranquilas. Há inúmeras que se adaptam muito bem a espaços mais reduzidos. Gatos, na maioria, por serem mais independentes costumam se dar bem em qualquer local. Peixes e répteis também não exigem grandes modificações no ambiente e aves podem fazer mais barulho por cantarem ou serem falantes como papagaios, então, requerem um cuidado maior com relação ao sossego da vizinhança.

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3. A adaptação da casa para o pet

Não basta adotar o animal, é necessário dar condições para que o pet se adapte da melhor forma possível e perceba o quanto antes aquele espaço como seu verdadeiro lar. Adotar um animal requer adaptações de todos os envolvidos e também do ambiente.

Quanto mais jovem for o novo integrante da família, mais fácil será o aprendizado. Animais são extremamente inteligentes e aprendem com facilidade. Mas para isso necessitam de estímulos diários e regulares. Não basta ensinar algo em um dia e acreditar que o animal vai seguir à risca para sempre. Por exemplo, para domesticar o bichinho a fazer xixi sempre no mesmo lugar é necessário ensinar e premiar o animal quando ele acertar. Assim, pouco a pouco ele vai aprendendo. 

Tenha um tapete higiênico e defina o local onde o cachorro pode fazer suas necessidades ou uma caixinha com areia no caso dos gatos. Além do espaço para as necessidades, estabeleça desde o começo outros limites na casa. Onde o animal pode entrar, se pode subir na cama, no sofá, o que pode ou não pode comer. 

O animal também precisa ter seu cantinho para as refeições e para dormir. Há diversos produtos como camas para pets que são confortáveis e propícias para garantir o aconchego e o sossego do seu animal. Afinal, nem você e nem ele irão querer perder noites em claro devido à falta de um espaço adequado para o repouso do seu pet, não é mesmo?

Eles aprendem tudo, mas não o fazem sozinho. Com paciência, constância e muito amor certamente você vai conseguir ensinar tudo o que precisa para ter um companheiro maravilhoso em casa. 

4. Pets nas áreas comuns

O dono de pet, especialmente cachorro, precisa ter consciência de que todos os dias terá que reservar espaço na agenda para ir passear com o animal. E esse passeio deve seguir as regras do condomínio para garantir a boa relação com os vizinhos. 

Nesse aspecto, se o animal for filhote lembre-se que antes de começarem os passeios é necessário ter todas as vacinas em dia. Neste período, o bichinho ainda está bastante vulnerável e toda precaução é fundamental para assegurar a saúde do animal. 

Nesse momento começam outros cuidados. Sempre coloque a coleira para sair com seu pet e a focinheira, quando necessário. É muito comum que nessas voltinhas pelo condomínio o animal aproveite para fazer as necessidades fisiológicas e é obrigação do dono do pet deixar tudo limpinho. Leve sempre junto o saquinho para limpar o cocô do seu animal e verifique no regulamento do condomínio se é permitido fazer xixi em determinadas áreas como jardins. Há ainda produtos como spray que amenizam o odor.

Use o bom senso! Se o seu animal fizer xixi nas áreas comuns, em corredores ou no elevador, corra buscar um pano e produto de limpeza para higienizar o espaço e para evitar problemas com os demais moradores. 

Se o seu pet tiver um comportamento agressivo, opte por sair com ele em horários onde há menos fluxo de pessoas e, sempre que possível, contrate um profissional para adestrar o pet, minimizando assim os riscos de ter algum desentendimento com a vizinhança.

Tenha cuidado ainda maior ao se aproximar de crianças. Muitas amam pets, mas algumas têm medo e tenha atenção ao cruzar com outros animais. Mesmo os mais dóceis, às vezes, podem apresentar comportamentos mais agressivos na presença de outros bichos. Todo cuidado é pouco para evitar problemas, ainda mais entre vizinhos.

Outros cuidados

Animal é realmente mais do que uma companhia, é um novo membro da família. E sendo assim exige cuidados, amor e despesas. Muita gente adota um pet para não ficar mais sozinho em casa, mas por trabalhar ou sair o dia todo acaba deixando o animal abandonado. Não esqueça que isso não é ser amigo e que o animal precisa de carinho, de companhia. O bichinho torna-se infeliz quando passa muito tempo só ou quando não tem a devida atenção. 

Lembre-se ainda de tomar todos os cuidados para garantir a segurança do animal. Começando pela vacinação que deve ser regular, passando pela alimentação de qualidade e pela aquisição de produtos e remédios que garantam a qualidade de vida e a saúde do bichinho. Não esqueça as consultas com veterinários e considere a contratação de adestradores para ajudar o animal a viver de forma mais pacífica e organizada.

No novo lar muitas adaptações também são necessárias e podem gerar gastos extras. Se necessário, instale grades para definir os limites de onde o animal pode circular. Se morar em apartamentos coloque grades de proteção para evitar qualquer acidente. Proteja móveis e demais aparelhos domésticos para garantir que os animais não venham a estragá-los. É comum, por exemplo, que os gatos afiem as unhas em sofás e cortinas.

Tenha paciência, principalmente, no início. E antes de qualquer coisa tenha em mente que não há amor mais leal e verdadeiro do que o de um animal pelo seu dono. Só o que o bichinho quer é estar perto, dando e recebendo carinho, tornando a sua casa um lar ainda mais completo e cheio de amor e felicidade.