Para todo mundo, uma renda extra é sempre bem-vinda. Quem é proprietário de imóvel tem uma oportunidade a mais para ganhar dinheiro, especialmente quando localizado em cidades turísticas, como no litoral ou na serra. A princípio, a locação por temporada parece tentadora. Mas será que realmente vale a pena? Será que os lucros superam os imprevistos e possíveis dores de cabeça? Para evitar dificuldades neste período e garantir retornos vantajosos, confira as nossas dicas:

 Qual a diferença de aluguel por temporada de hospedagem?

Aluguel por temporada e hospedagem têm definições e práticas bastante distintas e a legislação nos ajuda a entender de forma precisa o que diferencia e o que caracteriza cada uma dessas modalidades.

 – Locação para temporada

O artigo 48 da Lei nº 8.245/1991 estabelece que locação para temporada é “aquela destinada à residência temporária do locatário, para prática de lazer, realização de cursos, tratamento de saúde, feitura de obras em seu imóvel, e outros fatos que decorrem tão-somente de determinado tempo, e contratada por prazo não superior a noventa dias, esteja ou não mobiliado o imóvel”. Ou seja, o aluguel por temporada, independente da motivação do locatário, é caracterizado por ter um período predeterminado, não podendo ultrapassar noventa dias.

A formalização da locação pode acontecer diretamente entre proprietário e inquilino ou contar com o auxílio de um corretor de imóveis.

 – Hospedagem

Segundo os artigos 23 e 24 da Lei nº 11.171/2008, “consideram-se meios de hospedagem os empreendimentos ou estabelecimentos, independentemente de sua forma de constituição, destinados a prestar serviços de alojamento temporário, ofertados em unidades de frequência individual e de uso exclusivo do hóspede, bem como outros serviços necessários aos usuários, denominados de serviços de hospedagem, mediante adoção de instrumento contratual, tácito ou expresso, e cobrança de diária”.

Para obter o cadastramento, os meios de hospedagem devem possuir, no mínimo, licença de funcionamento para prestar serviços de hospedagem, expedida pela autoridade competente.

 

Aluguel por temporada como investimento

Outro detalhe que é importante diferenciar é que o aluguel é por temporada e não apenas na temporada. Muita gente pode imaginar que os lucros vêm apenas no verão, mas não é bem assim. A locação pode ser realizada também na baixa temporada. Isso significa que essa modalidade de locação pode ser mais vantajosa em relação a contratos mais longos.

Há levantamentos que apontam que o mercado brasileiro de imóveis neste segmento movimenta por ano cerca de R$ 1,2 bilhão. Quem pretende investir no ramo, adquirindo imóvel exclusivamente para aluguel por temporada pode ter um retorno garantido, mas deve seguir alguns critérios básicos.

Na busca por um apartamento ou casa é preciso ficar atento à localização e infraestrutura tanto do imóvel como do condomínio, afinal atrativos como área de lazer, piscina, espaço kids, além da segurança da região, refletem diretamente no bem-estar dos locatários e no valor do aluguel.

É claro que, devido à alta procura, o retorno mais significativo no litoral ocorre no verão. Mas para isso é preciso investir. Quanto melhor a infraestrutura do imóvel, maiores as chances não apenas de manter o local sempre ocupado, mas também de cobrar um valor mais alto.

É fundamental que o local esteja em bom estado, com cômodos mobiliados, incluindo recursos como ar-condicionado e wi-fi. Além da manutenção e cuidados regulares com o imóvel, o proprietário deve investir em divulgação para assegurar a locação em todas as temporadas.

Quais as regras básicas?

Para evitar contratempos deve-se deixar tudo documentado. Por isso, independente de ser temporário, este tipo de locação também deve ser formalizada em contrato que contenha informações como identificação das partes; descrição do imóvel; condições de pagamento; valor do aluguel; prazo de validade do contrato; multas em caso de descumprimento dos termos ou dano ao imóvel; relação dos equipamentos, mobílias e utensílios da residência, entre outros.

Outro fator importante é a vistoria. Esta etapa é fundamental para assegurar que ambas as partes estejam de acordo com os termos descritos no contrato, em especial com o estado do imóvel e demais características como mobílias e equipamentos. Só assim qualquer discordância entre os envolvidos, ao fim do contrato, pode ser facilmente solucionada.

Caso o pagamento não seja antecipado, o proprietário pode exigir uma garantia que pode ser:

– Seguro-fiança: é semelhante a outros tipos de seguro, mas a diferença neste caso é que apesar de ser o inquilino a contratar o serviço, o segurado é o proprietário do imóvel. A cobertura comum do seguro-fiança está relacionada, basicamente, ao valor do aluguel e taxas como condomínio e IPTU.

 – Fiador: é uma terceira pessoa que fica responsável por assumir o pagamento ou cumprimento do pagamento do aluguel caso o locatário não honre esse compromisso.

 – Caução: nessa garantia o locatário deve depositar na conta-corrente ou poupança do locador uma quantia, em geral o equivalente a três vezes o valor do aluguel. Se cumprir com todas as despesas, o recurso é devolvido ao inquilino ao fim do período de contrato.

 – Título de capitalização: funciona como um fundo de investimento em que valores são depositados periodicamente e serão destinados ao proprietário em caso de descumprimento do contrato. Caso as obrigações sejam todas cumpridas, o montante retorna ao inquilino.

 Decoração

Apesar de ser por pouco tempo, o imóvel será a casa do locatário por até 90 dias. Por isso, é preciso que o local seja um verdadeiro lar. Uma das premissas para tornar qualquer espaço aconchegante é a decoração. Para não errar, uma dica é: não imponha o seu estilo, lembre-se que o imóvel será a moradia de outras pessoas que podem não compartilhar dos mesmos gostos.

Um fator que ajuda nessa tarefa é conhecer o perfil dos locadores. Por exemplo, em imóveis próximos a praias é comum a decoração ter uma temática náutica ou praiana. Se a maioria dos locadores são jovens, peças que remetem ao clima mais urbano e divertido podem ser interessantes.

Mas caso não tenha um perfil padrão, opte por um estilo mais simples, com cores neutras que podem contrastar com um elemento ou outro em tons mais vibrantes. Tenha atenção aos detalhes, demonstre cuidado e faça uso do “menos é mais”. Plantas dão vida a qualquer ambiente e para não deixar aos cuidados do inquilino a manutenção das mesmas, escolha as artificiais. Quadros, tapetes, almofadas, espelhos também tornam o ambiente mais charmoso.

Se não quiser ou puder gastar muito com decoração, coloque a mão na massa e transforme tudo aquilo que você puder. Há uma infinidade de tutoriais na internet que podem ajudar. O mesmo se faltar criatividade. Basta digitar o que você necessita e inúmeras ideias aparecerão em um clique. E não esqueça: melhorias na infraestrutura, qualidade da acomodação, aquisição de equipamentos, decoração, manutenção não são gastos, mas investimentos. Quanto melhor o imóvel, maior a satisfação do locatário, mais alto o valor do aluguel e ainda maior a certeza de que a locação por temporada vale sim.

Se você está pensando em colocar o seu imóvel para locação por temporada, conte com a expertise da Terraz Aluguel Digital. Nossos qualificados consultores podem esclarecer todas as suas dúvidas sobre o assunto.