Morar sozinho é bom, mas por diferentes motivos, às vezes, é necessário dividir aluguel com amigos e até desconhecidos. Na maioria dos casos, a decisão pelo coliving vai além de ter uma companhia, mas é uma boa alternativa para reduzir gastos. 

Na hora de escolher morar com mais alguém, certos cuidados devem ser considerados para que a convivência seja harmoniosa e realmente valha a pena. Para saber o que fazer, confira algumas dicas fundamentais para que seu lar continue sendo um doce lar.

Vantagens e desvantagens

Além de ter a oportunidade de estar mais próximo de um amigo ou colega e de ter uma companhia frequente, uma das principais vantagens do coliving é a economia. Afinal, a divisão não é apenas do espaço físico, mas das contas, principalmente ao dividir aluguel. Para quem está apertado, essa é uma boa estratégia para equilibrar as finanças.

Outro benefício do coliving é com relação às atividades domésticas. Quem mora sozinho só tem duas opções: ou é o responsável pela organização e limpeza da casa ou contrata alguém para ajudar, o que representa um gasto a mais. Quando você mora com uma ou mais pessoas, todas são responsáveis por manter o ambiente limpo. Mas para que isso funcione direitinho é preciso planejamento e boa vontade de todos os moradores. Basta alguém não cumprir com as obrigações para iniciarem os conflitos.

Entre as desvantagens, a primeira a se destacar pode ser a adaptação. Quem está acostumado a morar só tem manias como deixar objetos em determinados locais, cuidar com a luz acesa sem necessidade, economizar água, entre outros. Hábitos que nem sempre serão seguidos por outra pessoa. A diferença de hábitos pode ser um primeiro desafio para a perfeita convivência no coliving. Nesse caso a paciência e renúncia de ambos os lados é fundamental para que a relação dê certo.

Outro desafio é a privacidade. Quando você é o único morador é comum ficar bem à vontade para fazer o que quiser e isso muda completamente com a chegada de outra pessoa. Sendo assim, a divisão afeta a privacidade, que tem que ser revista até por uma questão de respeito mútuo.

Para que as desvantagens não se sobreponham às vantagens é fundamental que os colegas de coliving definam as regras de convivência. Normas devem ser estabelecidas para nortear as funções, as ações, os direitos e deveres de cada integrante da casa. Quando você cresce morando com os pais, por exemplo, essas “leis” específicas de cada lar são aprendidas naturalmente e tornam-se inerentes a cada familiar. No entanto, ao morar com amigos ou colegas essa adaptação precisa ser gerenciada por regras para que essas também transformem-se em hábitos.

Defina as regras

Quando abre a porta do apartamento para a chegada de um novo habitante você não pode, simplesmente, imaginar que essa pessoa vá seguir todos os seus critérios. É preciso diálogo para, juntos, estabelecerem as normas que vão ditar o dia a dia. Essas regras passam das atividades mais corriqueiras às mais complexas. Os gastos (isso inclui dividir aluguel), os afazeres domésticos, as visitas, tudo precisa ser devidamente conversado e definido para que cada um saiba exatamente o que pode e o que não pode e para que a harmonia reine no lar.

Limpeza

Entre as possíveis divergências de convivência em um ambiente de coliving, a limpeza certamente é uma das mais recorrentes. Ações simples como lavar a louça e tirar o lixo têm que ser esclarecidas. Para evitar desgastes, o “sujou, limpou” funciona bem. Para evitar acúmulos de louça na pia, entrem em acordo que os utensílios devem ser lavados após o uso. Com relação ao lixo, criem rotinas como dias em que cada pessoa é responsável pela retirada.

Se conseguirem contratar alguém para a limpeza, melhor. Caso não, combinem que ambos são responsáveis pela manutenção da casa no dia a dia e que uma vez por semana um dos moradores deve fazer a faxina. A divisão das tarefas domésticas serve para que ninguém se sinta sobrecarregado, enquanto o outro só suja. É necessário educação, respeito, bom senso e disposição de ambas as partes pelo bem de todos.

Banheiro

Ainda com relação à higienização, dois ambientes exigem mais atenção, exatamente os espaços que são de uso comum. Afinal, os quartos, quando separados, devem ser de responsabilidade dos seus respectivos donos. Mas na cozinha e no banheiro, nos casos em que o mesmo é compartilhado, a limpeza é obrigação de todos. 

As normas para estes ambientes devem ser previamente acordadas e vão além da limpeza. Banhos demorados, longos períodos dentro do banheiro também podem ser motivos de discórdia. Por isso, além das regras básicas, faça uso da educação e do bom senso. Respeite o outro. Se ambos têm horários semelhantes para sair de casa, estabeleçam rotinas favoráveis a ambos. Um pode acordar e ir direto para o banho, enquanto o outro toma café. Ou acordar mais cedo para liberar o banheiro sem prejudicar o colega. São pequenas atitudes, mas que são feitas com frequência, fazem toda a diferença e garantem a boa convivência. 

Geladeira

Não é raro comida ser motivo de briga. Isso porque poucas coisas são tão desanimadoras quanto desejar determinada comida e ao abrir a geladeira ou o balcão o alimento não estar lá. Para que surpresas desagradáveis não aconteçam combine com seu colega de casa como funcionará a divisão da comida. O mais recomendado é cada um ter seu espaço, comprar e ficar responsável pela própria alimentação. Se precisar de algum ingrediente ou alimento do outro, a regra é clara: pedir antes de pegar.

Nas situações em que as refeições serão de forma conjunta é necessário que os itens e os gastos com os mesmos sejam igualmente divididos. Apesar de essa rotina ser saudável para aproximar os moradores, se as normas não ficarem bem estabelecidas as coisas podem complicar.

Visitas

Lembre-se que no coliving, o lugar não é apenas seu. Não leve quem e quando quiser sem antes conversar com quem mora com você. As regras para as visitas também devem ser de comum acordo e precisam ser seguidas a cada novo convidado. Além de tirar a privacidade, uma pessoa a mais representa gastos a mais, especialmente, nos casos de namorados (as) ou amigos (as) que se instalam e ficam finais de semana e/ou feriados inteiros. 

Converse com seu vizinho de quarto, peça a opinião dele e respeite o que ele pensa. Se o outro não concordar com as visitas tão frequentes, coloque-se no lugar dele e imagine se fosse com você. Bom senso e empatia também são ótimas aliadas nesse caso.

Gastos

Um dos principais fatores para optar pelo coliving é a divisão das contas, em especial dividir aluguel. Além dele, os consumos diários devem ser analisados para que ninguém saia no prejuízo. Banhos muito longos ou ar-condicionado sempre ligado pesam no orçamento. É necessário bom senso e honestidade para que o pagamento das despesas seja justo e equilibrado.

As regras acima podem ajudar a ter uma boa convivência com um possível novo morador. No entanto, outros probleminhas podem surgir ao longo do dia a dia. O importante é manter o diálogo e o respeito. Conversar sempre ajuda. Colocar-se no lugar do outro também. 

Ter paciência, educação e estar disposto a fazer dar certo também são essenciais. Assim como em toda relação, as regras ajudam, mas gentileza e boa vontade em cada ação sempre serão os princípios mais básicos e eficazes para garantir que qualquer ambiente torne-se lar.

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