Tudo o que você precisa saber sobre portaria virtual em condomínios

Você já ouviu falar em portaria virtual?

Esse é um recurso que proporciona mais segurança para os moradores de um edifício ou condomínio residencial, além de diminuir as despesas, ao substituir a portaria presencial. 

Os agentes atuam de forma remota, em uma central, operando a abertura e o fechamento de portões e garagens, além de realizarem a segurança do condomínio por meio de câmeras.  

A grande vantagem da portaria virtual é que ela pode chegar a reduzir em 50% a taxa condominial. 

Uma pesquisa realizada pelo portal SíndicoNet mostrou que 12% dos gestores ouvidos já usam esse sistema. Outros 36% disseram não usar, mas consideram como uma opção no futuro.

Com a pandemia, esse recurso tornou-se ainda mais popular por proporcionar, além de economia, segurança para os moradores. Aliás, a segurança é um fator fundamental para se levar em conta se você está procurando um imóvel para alugar.

Para mais dicas, confira o post Canais de conteúdo para quem está saindo de casa, publicado aqui no blog

Porém, é muito importante pesquisar e escolher bem qual empresa realizará esse tipo de serviço, levando em consideração a segurança de todos. 

Além disso, os moradores precisam estar engajados no processo e entender bem como funciona, já que há algumas diferenças essenciais, em relação à portaria presencial. Quer saber mais sobre o assunto? Então continue conosco!

Equipamentos necessários

Em primeiro lugar, é preciso haver uma forma de reconhecimento dos habitantes do condomínio. Entre as opções disponíveis no mercado estão cartões, tags, reconhecimento facial, uso de QR Codes por aplicativos ou biometria.

No caso do leitor biométrico é preciso haver uma câmera IP, além de microfone e alto-falante, para que seja possível comunicar-se com o operador na central de monitoramento. 

O interfone é um equipamento essencial nos apartamentos de um edifício com portaria virtual. Mudanças na portaria do prédio, por exemplo, são indicadas somente quando isso é acordado em assembleia. 

O sistema de internet no prédio também precisa ser de qualidade, já que esse será o principal meio de comunicação entre o local e a central de monitoramento. Além disso, é recomendável um plano B, caso a internet falhe, como um sistema de telefonia. 

É aconselhado a instalação de um gerador de energia ou no break, pelo menos para os portões, caso haja queda de luz no condomínio. 

Outro item importante  é o botão de pânico, caso algum sistema não funcione e o morador precisa entrar ou sair emergencialmente. É possível fazer esse cadastro de forma biométrica, de maneira que somente moradores ou funcionários do prédio, como o zelador, possam acioná-lo. 

Como funciona a portaria virtual no caso de entregas, visitas ou delivery?

Quando chega alguma encomenda, o morador é avisado pela central de monitoramento e precisa descer para receber a entrega. É importante ter em mente que a portaria virtual substitui o porteiro presencial

Dessa forma, a comunicação entre a empresa de monitoramento e os moradores precisa funcionar bem. O mesmo vale para visitas ou para entrega de delivery, em que o morador também é comunicado pelo interfone.   

Um funcionário como o zelador do prédio, por exemplo, pode ficar responsável por receber as entregas e acompanhar prestadores de serviço, se necessário. 

Uma outra opção que vem sendo adotada para a entrega de encomendas e pacotes nos condomínios são os armários inteligentes ou lockers, para armazenamento. 

Qual o perfil de condomínio que se encaixa na proposta da portaria virtual?

Empreendimentos de grande porte, com mais de uma portaria e diferentes entradas de garagem têm mais obstáculos na implantação e bom desempenho do sistema. De acordo com especialistas na área, um bom candidato à portaria virtual tem até 40 unidades residenciais e uma entrada para portaria. 

A portaria virtual também é indicada para empreendimentos com poucas unidades, em que o custo com a remuneração de profissionais, como para a portaria, pesa mais. 

Qual o investimento necessário?

Geralmente, o custo para a implantação dessa tecnologia varia em torno de R$ 20 a 30 mil. Nesse caso, o empreendimento paga uma parte desse valor, mas não é dono do equipamento. No caso, o edifício divide a “propriedade” com a empresa responsável pela central de monitoramento. 

Dessa forma, o valor investido é destinado para o serviço oferecido e não pelo equipamento em si.  

O período de payback, ou seja, o tempo para o empreendimento receber o valor investido de volta, varia de cinco meses a um ano. Depois desse prazo, o valor gasto costuma ser 40% menor do que o salário de um profissional para portaria

Para o morador, o custo vai depender do número de unidades residenciais do edifício, por exemplo. Quanto mais unidades, menor o valor que ele irá pagar na taxa condominial a cada mês.

Como decidir pela adoção de uma portaria virtual?

As alterações estruturais realizadas em um condomínio devem ser decididas de acordo com a convenção do empreendimento. Se no documento constar que o local conta com portaria 24h, o ideal é haver a aprovação de dois terços dos condôminos, já que a portaria virtual alteraria a própria convenção. 

Para alguns especialistas, a portaria virtual é considerada uma obra útil e deve ser aprovada pela maioria. Ou seja, 50% de todos os condôminos mais um. 

A adoção de uma portaria virtual é algo muito importante e, por essa razão, a empresa que realizará o serviço deve ser escolhida com calma. Além do preço, outros aspectos devem ser levados em conta. 

A empresa de monitoramento deve conseguir responder de forma rápida aos clientes, contar com uma boa infraestrutura física e também deve se responsabilizar pelas manutenções preventivas nos equipamentos para evitar problemas. 

E então, gostou de saber mais sobre a portaria virtual? Você já sabia como funciona esse processo? Conta pra gente nos comentários!

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